Autor: Lily Norcrest

Existe uma crença bastante difundida de que basta identificar o nome de uma emoção para que ela deixe de incomodar, como se nomear “tristeza” ou “raiva” já resolvesse, por si só, o desconforto sentido. Essa ideia, reforçada por discursos simplificados sobre inteligência emocional, ignora uma etapa central do funcionamento psíquico: a simbolização das emoções, o processo pelo qual sentimentos brutos ganham forma, sentido e podem ser efetivamente elaborados, e não apenas nomeados. A compreensão psicanalítica apresentada por Taiza Tosatt Eleoterio amplia esse debate ao mostrar que confundir identificação com elaboração é um dos equívocos mais recorrentes em discussões populares sobre…

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