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Tecnologia

UFF coordena pesquisa para tornar a inteligência artificial mais sustentável

Redação Gazeta Do FuturoPor Redação Gazeta Do Futurooutubro 21, 2026Nenhum comentário
Cubo digital entrelaçado com folhagens verdes, representando a relação entre inteligência artificial e sustentabilidade.

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) lideram uma iniciativa que busca aproximar o desenvolvimento da inteligência artificial das discussões sobre sustentabilidade. O projeto “IA Verde” investiga modelos capazes de demandar menos capacidade computacional, uma estratégia voltada à redução dos impactos ambientais associados à infraestrutura necessária para operar sistemas de inteligência artificial.

A divulgação sobre a pesquisa foi publicada em 5 de outubro de 2026 pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (SECTI-RJ). Segundo a secretaria, o estudo tem caráter internacional e reúne pesquisadores da UFF, cientistas de outros países e instituições de apoio à ciência e à inovação.

O que é o projeto IA Verde

A proposta central do IA Verde é desenvolver modelos de inteligência artificial que funcionem com menor custo computacional. Em termos práticos, a pesquisa considera não apenas a capacidade de um sistema realizar determinada tarefa, mas também a quantidade de recursos necessários para treiná-lo e mantê-lo em operação.

Essa abordagem está relacionada ao conceito de Green AI, expressão usada para identificar métodos que procuram diminuir o custo computacional e os impactos ambientais de sistemas de inteligência artificial. A discussão amplia os critérios tradicionalmente associados ao desempenho tecnológico, incorporando a eficiência como parte importante do processo de inovação.

O projeto ainda está em desenvolvimento e não deve ser apresentado como uma solução concluída ou como uma tecnologia já disponível em escala comercial. A iniciativa representa uma frente de investigação acadêmica sobre caminhos para tornar o avanço da inteligência artificial mais eficiente, sustentável e inclusivo.

Por que a eficiência computacional importa

O crescimento da inteligência artificial aumenta a pressão sobre a infraestrutura digital que sustenta esses sistemas. Modelos de IA dependem de servidores e de data centers para processar informações, realizar treinamentos e atender às solicitações dos usuários. Essa estrutura exige energia para funcionar e recursos adicionais para manter os equipamentos em condições adequadas de operação.

De acordo com as informações divulgadas pela SECTI-RJ, o projeto considera especialmente o consumo de energia e de água relacionado aos data centers e aos sistemas de refrigeração. A preocupação ambiental, portanto, não se limita ao equipamento utilizado diretamente pelo usuário: ela também envolve as estruturas responsáveis por armazenar, processar e entregar os resultados produzidos pelos modelos.

Ao investigar sistemas menos exigentes em capacidade computacional, os pesquisadores procuram enfrentar esse desafio na origem. A intenção é discutir como a eficiência dos modelos pode contribuir para reduzir a pressão sobre a infraestrutura digital, sem abandonar o avanço científico e tecnológico proporcionado pela inteligência artificial.

Pesquisa reúne apoio institucional

O estudo liderado pela UFF conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro e do Instituto Serapilheira. A cooperação com cientistas internacionais amplia o alcance da investigação e coloca a pesquisa brasileira em diálogo com especialistas de outros países.

A participação de diferentes instituições também evidencia que a sustentabilidade da inteligência artificial não é um tema restrito às empresas de tecnologia. Universidades, órgãos públicos e entidades de fomento à ciência podem contribuir para definir critérios e desenvolver métodos que considerem os efeitos ambientais da transformação digital.

O que muda para o futuro da inteligência artificial

A pesquisa da UFF coloca em debate uma questão que tende a ganhar espaço à medida que o uso da inteligência artificial se amplia: como conciliar modelos mais capazes com menor demanda por recursos? A resposta depende de estudos que avaliem a eficiência computacional desde a criação dos sistemas, e não apenas depois que eles chegam ao mercado.

O IA Verde também relaciona sustentabilidade e inclusão. Modelos que exigem menos capacidade computacional podem contribuir para uma discussão sobre acesso mais amplo às tecnologias de inteligência artificial, embora o projeto ainda esteja concentrado na etapa de pesquisa. Seus resultados futuros poderão ajudar a orientar novas investigações sobre eficiência, infraestrutura e responsabilidade ambiental.

Por enquanto, a iniciativa liderada pela UFF oferece uma perspectiva para o desenvolvimento tecnológico: o avanço da inteligência artificial pode ser acompanhado por critérios de consumo e impacto. Ao tratar energia, água e capacidade computacional como elementos do debate, o projeto reforça que o futuro da IA dependerá não apenas do que esses sistemas conseguem fazer, mas também dos recursos necessários para mantê-los funcionando.

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Redação Gazeta Do Futuro
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