Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, acompanha uma evolução tecnológica que vem alterando processos historicamente realizados de forma manual. A transformação digital já impacta áreas como saúde, educação e finanças, mas seus efeitos também são percebidos na gestão de cemitérios e espaços memorialísticos.
A digitalização não representa apenas modernização administrativa. Ela influencia a qualidade do atendimento, a preservação de registros históricos e a eficiência operacional de instituições responsáveis pela guarda da memória de milhares de famílias.
Quais processos estão sendo digitalizados?
Um dos avanços mais visíveis envolve a organização documental. Registros físicos que exigiam longas pesquisas podem ser localizados rapidamente por meio de sistemas informatizados. Além disso, ferramentas digitais permitem mapear espaços, controlar ocupações e armazenar informações de forma mais segura. A consequência prática é a redução de erros administrativos e maior agilidade no atendimento.
Comparado às rotinas predominantes há algumas décadas, o ganho operacional é significativo.
Por que a digitalização se tornou necessária?
O crescimento das cidades e o aumento da complexidade dos serviços exigem maior capacidade de gestão. Processos manuais podem gerar dificuldades relacionadas à atualização de informações, rastreabilidade e controle de dados.
Outro fator relevante é a expectativa dos usuários. Famílias acostumadas a serviços digitais em outras áreas passaram a esperar o mesmo nível de acessibilidade e praticidade em suas interações com instituições funerárias. Essa mudança de comportamento impulsiona investimentos em tecnologia e inovação.

Como a tecnologia melhora a experiência das famílias?
Existe uma percepção equivocada de que inovação reduz o aspecto humano dos serviços. Na realidade, a automação de tarefas administrativas pode liberar equipes para dedicar mais atenção ao acolhimento das famílias.
Consultas online, localização de espaços memorialísticos e acesso simplificado a documentos são exemplos de recursos que diminuem dificuldades em momentos sensíveis. Tiago Oliva Schietti acompanha um setor que busca utilizar a tecnologia como ferramenta de apoio, e não como substituição do atendimento humanizado.
Os dados históricos também se beneficiam?
Sim. Um dos maiores desafios dos espaços memorialísticos é preservar informações ao longo de décadas ou até séculos. A digitalização contribui para evitar perdas documentais, facilita pesquisas genealógicas e amplia o acesso a registros históricos relevantes para famílias e pesquisadores.
Essa preservação representa uma aplicação prática da tecnologia que vai além da eficiência operacional.
Quais erros podem comprometer a transformação digital?
Um erro recorrente é investir apenas em sistemas sem revisar processos internos. A tecnologia produz melhores resultados quando acompanhada de treinamento, governança e planejamento. Outro equívoco está relacionado à segurança da informação. O armazenamento digital exige cuidados constantes para garantir proteção e integridade dos dados.
Instituições que ignoram esses aspectos podem enfrentar dificuldades mesmo após investimentos significativos.
O futuro da gestão cemiterial será cada vez mais conectado
A tendência é que tecnologias voltadas à automação, gestão documental e atendimento digital se tornem parte da rotina de organizações do setor. Tiago Oliva Schietti atua em um contexto em que inovação e profissionalização caminham juntas. A transformação digital não modifica apenas ferramentas de trabalho, mas também a forma como famílias acessam informações, preservam memórias e interagem com serviços essenciais para a sociedade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

