Luciano Colicchio Fernandes alude que a adoção de inteligência artificial deixou de ser um experimento restrito a grandes companhias de tecnologia e passou a integrar a estratégia operacional de empresas de diferentes setores. Do atendimento ao cliente à logística, passando por finanças e planejamento, ferramentas baseadas em IA estão sendo usadas para reduzir custos, aumentar eficiência e acelerar tomadas de decisão. Esse movimento representa uma mudança estrutural na forma como as empresas organizam seus processos e avaliam sua produtividade.
Automação como resposta à pressão por eficiência
Em um ambiente de margens mais apertadas e concorrência crescente, empresas buscam soluções que permitam fazer mais com menos. Sistemas de automação baseados em IA vêm sendo adotados para tarefas repetitivas, como triagem de demandas, análise de documentos, controle de estoque e atendimento inicial ao consumidor.

O principal ganho não está apenas na redução de custos operacionais, mas na liberação de equipes para atividades de maior valor estratégico. Quando processos básicos são automatizados, o tempo humano pode ser direcionado para análise, planejamento e relacionamento com clientes, avalia Luciano Colicchio Fernandes. Esse redesenho de rotinas impacta diretamente indicadores de produtividade e qualidade do serviço.
Dados como ativo estratégico das organizações
Outro fator central na adoção de IA é o uso intensivo de dados para tomada de decisão. Ferramentas analíticas permitem cruzar informações de vendas, comportamento de clientes, desempenho operacional e tendências de mercado em tempo real, criando bases mais sólidas para decisões estratégicas.
Empresas que estruturam bem seus dados conseguem antecipar demandas e reduzir riscos. A inteligência artificial não substitui a gestão, mas amplia a capacidade de análise, oferecendo cenários e projeções que antes exigiam semanas de trabalho, explica Luciano Colicchio Fernandes. Esse uso estratégico da informação passa a ser um diferencial competitivo em mercados cada vez mais dinâmicos.
Reorganização do trabalho e novos perfis profissionais
A incorporação de IA também altera a composição das equipes, informa Luciano Colicchio Fernandes. Funções operacionais tendem a ser reduzidas, enquanto cresce a demanda por profissionais capazes de interpretar dados, supervisionar sistemas e integrar tecnologia à estratégia do negócio.
Essa transição exige investimentos em qualificação e mudança cultural. A produtividade não aumenta apenas com tecnologia, mas com pessoas capacitadas para usá-la de forma estratégica. Empresas que negligenciam esse aspecto correm o risco de ter sistemas avançados, mas sem impacto real nos resultados.
Riscos, custos e limites da automação
Apesar dos benefícios, a adoção de IA também envolve custos, riscos regulatórios e desafios de integração. Implementar soluções tecnológicas exige investimento inicial, adaptação de processos e atenção a questões de segurança da informação e privacidade de dados.
Para Luciano Colicchio Fernandes, a decisão de adotar IA deve estar alinhada à estratégia de longo prazo da empresa. “Nem toda automação gera retorno imediato. É preciso avaliar onde a tecnologia realmente agrega valor e onde processos humanos continuam sendo mais eficientes”, observa. Essa análise evita investimentos mal direcionados e frustrações com resultados abaixo do esperado.
Impacto macroeconômico e competitividade setorial
Em escala mais ampla, a disseminação de IA influencia a competitividade entre empresas e setores, demonstra Luciano Colicchio Fernandes. Cadeias produtivas mais eficientes tendem a reduzir preços, acelerar ciclos de produção e pressionar concorrentes a também se modernizarem.
Esse efeito tende a se intensificar nos próximos anos, especialmente em áreas como serviços financeiros, logística, indústria e varejo. A produtividade passa a ser determinada não apenas por capacidade produtiva, mas pela capacidade de integrar tecnologia à estratégia. Nesse contexto, empresas que atrasarem a transição digital podem perder espaço no mercado.
IA como parte da estratégia empresarial
A inteligência artificial já não é apenas uma tendência tecnológica, mas um componente estratégico da gestão empresarial. Seu impacto na produtividade vai além da automação de tarefas, influenciando decisões, estrutura organizacional e posicionamento competitivo.
Portanto, o verdadeiro diferencial não está na adoção isolada de ferramentas, mas na integração da tecnologia à estratégia de negócios. Em um ambiente econômico cada vez mais orientado por dados e eficiência, a capacidade de usar a IA de forma planejada tende a separar empresas que apenas acompanham a inovação daquelas que realmente se beneficiam dela.
Autor: Hyacinth Barbosa

